uma dose de céu.

Pode descer mais uma.

516 - II.

Corria. Fazia questão de transformar tudo à sua volta em vultos. Repugnância, nojo, desespero. Enquanto passava lembrava-se da primeira vez que havia cruzado aquele arremedo de recepção para encontrar-se com Miszo naquilo que ele insistia em chamar de escritório. Dessa vez, ao entrar no prédio, não chovia como da primeira vez, aquele sereno insistente. Nem como quando entrou. Chovia, de fato, mas não se lembrava da última vez que havia visto uma chuva como aquela, torrencial, poderosa. Hoje usaria sua força para lavar o passado. Nada havia melhorado naquele buraco, é claro. Mas não podia ater-se a detalhes, não havia tempo. Precisava chegar à sala de Miszo. Agora sua vida dependia disso. Sem olhar para trás, passava pelas paredes mais que descascadas, desabalada. O quinto andar nunca parecera tão longe. Sua impressão era de que quanto mais subia mais distante ficava, não via a distância encurtar. De repente, uma placa lhe indicava que havia chegado. Mal acreditava que estava tão próxima da verdade que havia buscado por tanto tempo. Maldito corredor. Com certeza não era tão longo, mas era sinceramente o que estava sentido, parecia não ter fim. Maldito corredor. 516.

516. Quase quebrou a porta ao atravessá-la, abrindo-a de uma vez. Estava próxima. Mais do que jamais estivera. Na janela, enorme, mais um nascer do sol lutava para se fazer ver por entre os prédios, por entre a chuva. Pena não ser essa a primeira aurora a se ver, pensou. Mas desta vez seria diferente. Finalmente teria o que buscava há tanto tempo. Nunca pensaria em voltar àquela sala não fosse Miszo, revelando-lhe que era lá, no fim das contas, que havia deixado o livro. Os raios matinais atravessavam o vidro, brincando despreocupados em seu rosto. O bar. Que diabos ele tinha na cabeça em chamar aquilo de bar, sinceramente. Uma estante baixa com dois espaços não era um bar, ela iria lhe explicar se lembrasse. Ghutian. Genial até nisso, pensou quase deixando um leve sorriso aparecer. Em seu primeiro encontro havia conversado com ele sobre Guthian. Se não estivesse vazia, beberia um pouco. Isso se houvesse tempo, claro. Tempo. Lembrou-se de que não dispunha de tal regalia e continuou. Puxou a garrafa, o suporte. Um ruído abafado embaixo da estante denunciou o mecanismo do qual ele havia falado. Se tudo tivesse corrido conforme o planejado, ali encontraria a causa de todo aquele drama pelo qual havia passado. Afastou o chamado bar, prendeu a respiração. Todo ruído que ouvia era o bater desregulado do seu coração. Levantou a alça da tampa do pequeno alçapão agora destravado. Não respirava. Era um espaço pequeno, parecia feito sob medida. Um pano envolvia o formato que tanto queria ver. Um instante que levou olhando o embrulho ali guardado pareceu um século de contemplação. Estava ali. Tudo aquilo pelo qual havia lutado estava ali diante de seus olhos, ao alcance de suas mãos.

Pegou o embrulho, puxou o pano, suas mãos tremiam. Era um velho livro, de capa dura, marrom, desgastado pelo tempo. Folheou. Todas as suas páginas em branco, perfeito. Somente um velho livro com páginas em branco para qualquer um que olhasse. Portanto, não havia um motivo aparente para tanta preocupação, exatamente como devia ser. Embrulhou-o novamente no pano imundo, velho. Fechou o pequeno alçapão, puxou o bar, deixando tudo como estava antes.

Então, mais uma vez, esperando que aquela fosse ao menos uma das últimas, tornou a correr.

Tiras de Sexta pra sábado

Devido à hora adiantada, essas se tornaram tiras de sexta pra sábado! Mas aproveitem! O fim de semana já tá acabando mesmo...









































































































































E se Mr. Bean fosse um avatar?















Mr. Bean: That's All Folks!

Numa viagem, escrevi.

A saudade é uma das maiores companheiras dos poetas, tome nota.
Cresce ela, cresce o amor, crescem os versos, a beleza e o abraço.
Quem sabe não arranjo uma bem forte e me torno um deles, qualquer dia desses.


E não fui eu quem viajou. (L')

Completando 50! E não estou falando da idade de Brasília...

Hoje, se minhas contas estiverem certas, completamos 50 dias de férias a mais! Reclamava que quase três meses de férias não eram o suficiente? Queria um poquinho mais? Beleza, então, né? OH, NO! NOT AT ALL! Sinceramente, nunca quis tanto ter aula na vida... A gente estuda tudo que não quer durante a vida toda pra quando conseguir o direito de escolha não ter aula?...Outtahere, man. É preciso fazer esse tempão de greve e ferrar com o semestre de milhares de estudantes pra conseguir o que é deles por direito? Morram desembargadores! Um quarto do salário de vocês deve ser mais ou menos o salário inteiro de um professor ali, não? Ora vamos...São professores de universidade federal! Deviam era dar aumento! Enfim. Qualquer hora dessas ainda me alongo falando disso.
Enquanto a super-valorização dos nossos professores continua e o nihongo enhardece mais e mais, sigamos com um pouquinho de distração enquanto há tempo! Porque quando a greve tiver fim... encaremos, jovens padawazinhos, nossas vidas vão acabar. Apesar disso, mal podemos esperar... certo?
Agora, dois bons vídeos! Uma merecida e muito bem-feita homenagem a Watterson e uma animação muito fera! É! Fera! XD





Agora, quebrando o clima desse segundo vídeo....Jogo dos Sete Erros!
Primeiramente, temos a capa do último cd do Linkin Park, aquela banda que mesmo aqueles que repudiam hoje já escutaram um dia, e depois...bom.
O primeiro dos sete erros, eu digo, é a falta de criatividade...os outros eu deixo pra quem quiser tentar achar...







































E já que estamos aqui... a piada é barata, mas eu ri, juro. Apresento-lhes O Maior Físico do Mundo.

































Se deram mesmo o trabalho de fazer essa montagem...

E como eu tinha prometido... Hachi! Essa é pra você! Sabe como as estátuas da Ilha de Páscoa ficaram tortas?






CrujCrujCruj, Tchau!